RESPOSTAS (Para correção da atividade da disciplina literatura do 1º ano EM )
Conhecimentos pressupostos
B
A
C
Contexto
Estilo de época - São os traços comuns na produção literária de uma mesma época
Estilo individual - É o uso particular que um escritor ou um poeta faz dos elementos que distinguem uma estética
Guia de estudo
X Valorização da vida pastoril
X exaltação da natureza
X utilização do soneto
Contexto
historiografia literária , escolas ou movimentos literários
Guia de estudo
Trovadorismo- Teocentrismo; novelas de cavalaria
Classicismo- séc. XVI; antropocentrismo; harmonia
Barroco - retomada dos valores cristãos
Neoclassicismo - séc. XVIII; recuperação de modelos clássicos
Romantismo- predomínio da emoção; idealização
Realismo/naturalismo- cientificismo; determinismo
Simbolismo- fim do séc. XIX; predomínio da subjetividade
Modernismo- originalidade; ruptura com o passado
Pós-modernismo- séc. XX; denúncia social
Diagrama
Romantismo ---- Simbolismo
Classicismo ----Neoclassicismo
Teste seus conhecimentos
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"O amor e a literatura coincidem na procura apaixonada, quase sempre desesperada, da comunicação." (Jorge Duran)
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sábado, 1 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Cecília Meireles
Canção da tarde no campo
Caminho do campo verde
estrada depois de estrada.
Cerca de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.
Eu ando sozinha
no meio do vale.
Mas a tarde é minha.
Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:
tão vazia, mas tão bela,
tão certa, mas tão perdida!
Eu ando sozinha
por cima de pedras.
Mas a tarde é minha.
Os meus passos no caminho
são como os passos da lua;
vou chegando, vai fugindo,
minha alma é a sombra da tua.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto,
meu peito é puro deserto.
Subo monte, desço monte.
Eu ando sozinha
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha.
Caminho do campo verde
estrada depois de estrada.
Cerca de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.
Eu ando sozinha
no meio do vale.
Mas a tarde é minha.
Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:
tão vazia, mas tão bela,
tão certa, mas tão perdida!
Eu ando sozinha
por cima de pedras.
Mas a tarde é minha.
Os meus passos no caminho
são como os passos da lua;
vou chegando, vai fugindo,
minha alma é a sombra da tua.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto,
meu peito é puro deserto.
Subo monte, desço monte.
Eu ando sozinha
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
CHARNECA EM FLOR
Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
Florbela Espanca
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
Florbela Espanca
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